Mama: rastrear sem terror, conhecer sem substituir o exame
O que o INCA recomenda e o que cabe à sua história.
A orientação do SUS atualizada em 2025 recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos dos 50 aos 74 anos para quem não apresenta sinais ou sintomas. Pessoas de 40 a 49 anos e acima de 74 podem solicitar o exame no SUS após conversar com uma profissional sobre benefícios e possíveis danos.
Conhecer o aspecto habitual das mamas ajuda a notar mudanças. Ensaios não demonstraram redução de mortes com o autoexame mensal obrigatório; o rastreamento segue a periodicidade recomendada para a faixa etária.
Nódulo novo, retração, secreção espontânea pelo mamilo ou mudança na pele precisam ser avaliados mesmo fora da faixa de rastreamento. Nesse caso, a investigação é diagnóstica e não precisa esperar a próxima mamografia programada.
Histórico familiar próximo, mutações hereditárias e tratamentos prévios podem mudar a estratégia. Informe esses dados à equipe para definir se há necessidade de acompanhamento diferente.
Rastreamento pode encontrar alterações que exigem exames adicionais, inclusive quando não são câncer. A recomendação por faixa etária busca equilibrar a redução de mortes com esses efeitos; não é uma regra para investigar sintomas.
Guarde a data e o resultado para comparar com o exame seguinte. Se houver alteração, peça que expliquem qual é o próximo passo e em quanto tempo ele deve acontecer.
A orientação atual do Ministério da Saúde para o SUS é mamografia a cada dois anos dos 50 aos 74 anos para rastreamento. Sintomas e histórico familiar importante mudam a conversa e podem exigir avaliação em outro fluxo.
Fontes para continuar
Estas referências sustentam as informações apresentadas. Recomendações podem mudar com novas evidências e políticas públicas.
- Mamografia de rastreamento no SUS: faixa etária de 50 a 74 anos ↗ — Ministério da Saúde / INCA, 2025