Colo do útero, Papanicolau e HPV
Prevenção que funciona quando o rastreio e a vacina andam juntos.
A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco é a principal causa do câncer do colo do útero. A vacinação previne novas infecções por tipos importantes; o rastreamento encontra alterações antes que evoluam.
No Brasil, o teste molecular para DNA-HPV oncogênico passou a ser o método primário de rastreamento para pessoas com colo do útero, de 25 a 64 anos, que já tiveram atividade sexual. A implantação ocorre de forma progressiva; onde o teste ainda não está disponível, o exame citopatológico continua sendo uma alternativa segura.
O intervalo e o próximo passo dependem do método usado e do resultado. Siga a orientação registrada pela unidade de saúde e leve o laudo anterior ao próximo exame para evitar repetições desnecessárias.
HPV é muito comum e, na maioria das vezes, a infecção desaparece sem causar doença. Um resultado positivo não significa câncer: indica que o serviço deve explicar o acompanhamento indicado para aquele resultado.
A vacina contra HPV faz parte do calendário do PNI para os grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Conferir a caderneta ajuda a saber se há dose pendente; o calendário oficial é atualizado periodicamente.
Se o resultado vier alterado, pergunte qual exame ou retorno é recomendado e em que prazo. Acompanhar o plano indicado é a parte mais importante da prevenção.
A transição para o teste DNA-HPV está sendo implantada gradualmente no país. Confirme com a unidade qual método está disponível na sua região e guarde o resultado e a data para acompanhar o próximo passo.
Fontes para continuar
Estas referências sustentam as informações apresentadas. Recomendações podem mudar com novas evidências e políticas públicas.
- Diretrizes brasileiras para rastreamento com teste DNA-HPV ↗ — Ministério da Saúde / INCA, 2025
- Calendário nacional de vacinação ↗ — PNI / Ministério da Saúde, 2026